

Mãe Neide
A casa é terreiro. E o terreiro, casa. Não há portão que se feche pra quem chega precisando. Basta chegar. “Num tem horário. É a hora que a pessoa chegar precisando rezar.” Basta o corpo doente, o peito apertado, a criança chorosa e ela entende o chamado. Cearense de Acopiara, criada na Bahia, Mãe Neide chegou em Petrolina (PE) já com três filhos. Tem 47 anos e carrega nos ombros uma trajetória espiritual que começou cedo. “Desde os 7 anos de idade que eu via coisa. Eu era chamada de louca, de doida, que ninguém acreditava, né? Que ninguém acredita em criança”. Via o que os outros não viam, sentia o que os outros não entendiam. Chamaram de doida, como costumam chamar quem tem os sentidos abertos. Com o tempo, entendeu que o que parecia peso era chamado. E aceitou.
“Muitos ‘vai’ pelo amor e eu fui pela dor.” Foi assim que chegou ao cuidado espiritual, primeiro no Candomblé e depois na Umbanda, onde fincou seu Terreiro que já completou mais de 15 anos.
Visita no dia 02 de agosto de 2024.











Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.
