

Mãe Joana
Joana chegou pequena na comunidade de Conceição das Crioulas, ainda “menininha véia”, como ela mesma diz. Tinha dois anos e vinha de Belém do São Francisco (PE). Era a caçula de sete irmãos, mas só restou ela: “Só tem eu de encomenda.” Mulher negra, de 74 anos, com aparência miúda, mas presença profunda. Mãe Joana guarda, em sua biografia, momentos difíceis, mas que não lhe tiraram a alegria e o gosto pela boa conversa. Pelos desafios da vida, passou desdobrável. Hoje, Joana já não benze com a frequência de antes. Um rezador lhe recomendou cuidar das energias, que “fica tudo na gente”. Mas o saber continua nela. Joana não se impõe, mas quem chega perto sente. Ela é dessas que ensinam sem pretensão. E se a gente prestar atenção, aprende a benzer só de olhar, como ela fez um dia.
Visita no dia 02 de agosto de 2024.











