

Dona Terezinha
“Rezo todo dia”, ela diz, com a firmeza de quem nunca deixou de crer. São mais de sessenta anos de reza, talvez mais, o tempo da fé não se conta direito. Tem 84 anos, nasceu em Cedro (CE) e foi morar em Orocó em 1974. Mesmo agora, continua rezando. Reza menos, mas ainda reza. “Muita gente vinha da cidade e do Brígida”, lembra, referindo-se à agrovila do Projeto de Orocó. “Em São Paulo, onde morei, já comecei a rezar de lá. Depois no Mato Grosso, aí vim pra aqui”, conta, como quem leva o dom consigo, de um lugar pro outro, junto com as malas da vida.
Aprendeu a arte da benzedura com um mineiro. Ao ser perguntada por que quis aprender, responde com simplicidade: “Foi pra mim rezar em meus ‘fio’… agora rezo em meus netos, meus bisnetos, meus vizinhos”. Desde então, passou a cuidar com palavras murmuradas, cruzes feitas com folhas, garrafa com água na cabeça. Benze para tirar quebrante, erisipela, diarreia, espinhela caída, sol na cabeça, engasgo.
Visita no dia 02 de agosto de 2024.











